25 de dezembro de 2012

Existencialismo Abstrato

Sou o canto estridente da gralha
canto inexistente…
Sou o choro do doente
e o grito dos revolucionários,
que fazem de sí, escada.
Uma poesia vazia
inconsequente e Inebriante.
Sou o esgoto que suja o mar
recheado de angústias e apelo.
Sou o céu vermelho, marejado em sangue
a lua que derrama rastros de luz…
e também as estrelas já caídas.
Sou a blasfêmia que sai da boca dos hereges
condenados ao fogo duvidoso.
Sou a dor e o rancor
que apesar dos pesares
sente alegria na tristeza.
Sou o vento que sopra do sul
frio…melancólico…
Sou o idioma morto que falou uma nação
viva na memória do tempo.
Sou o carrasco que te direcionará à forca
a lâmina da guilhotina.
Sou a lei que condena meus erros
e o tribunal que julga os inocentes
na justiça derivada injusta.
Sou o gosto amargo do doce
e a contradição em ser o que sou
Sou o livro trancado pra ninguém ler.

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