28 de dezembro de 2012

[vazio]


Um nada,
a falsa razão
que vaga no vazio
derivada do nada.
Tal vazio 
que cabe tudo,
embrulhado…
em uma grande mentira.
Apenas gestos vagos
que dizem e ditam;
Apenas palavram vagas
que iludem e prometem,
o anseio pasmo
da promessa do amanhã
sem guerras, sem si
seguros de paz.
Velando sem honra
o desespero do ontem
empunhando a espada
forjada em ira
a lâmina finge risonha
e os gritos de pavor 
derramam sobre ela.
Estão caminhando
à passos cegos
entre a cortina de tiros
que findam na carne.
Humanidade covarde
joga a granada…
que explode sem dó
e enche o cálice de sangue;
o sangue inocente
que está sendo derramado
de novo… e novamente.


Exorcist-a

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Thash box