23 de janeiro de 2013

Desgraça a dois


Quero partilhar do teu silêncio
e silenciar teu canto.
Envenenar-lhe com o mais doce dos venenos
e o fazer engolir teu pranto.

Fomos pintores das nossas desgraças
que moldamos com dores e desamores;
e o livro da nossa estória, incompleta
e comida pelas traças.
Quero partilhar dessas páginas.

Juntaremos os pedaços do vidro,
os cacos da alma, e as noites de desespero;
e faremos o mais bonito e trágico
de todos os cristais.
Quero partilhar dos ais.


Mas nada emoldura a eternidade.
E as mentes cheias só culpam
nossos corações que permanecem vazios.
Que entre os pecados e suicídios
a vida esvaia turva.


 Quero partilhar da tua loucura.

Somente por desejar que nós
corrêssemos sem tropeços;
(...) e querer fugir da sua morte.
- da morte que a vida me traz. -

Odinista

2 comentários:

  1. Nossa, perfeito como todos os outros. Amo seus poemas como eu já disse. Parabéns Rafaela, parceira de poesias rsrs Amei *-*

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    Respostas
    1. e eu sou tua fã kk *_______* parceira de poesias \o/ é nóis

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