2 de janeiro de 2013

Flores II


Em meus trágicos
jardins há flores;
flores embriagadas
que choram sangue;
sangue vermelho e vivo,
não se sabe de onde;
onde foi que deixei
aquele inútil amor;
amor pelas flores...
o manchei o perdi;
o perdi porque neguei
e reneguei tua beleza;
beleza que as flores tinham...
e que acabam logo.
As borboletas que
pousam e repousam,
nos trágicos jardins
da minha alma,
suas asas estão
manchadas de pecados
e refletem a luz
de suas dores por voar
... sem direção.

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