12 de fevereiro de 2013

Pobre alma


Porque pobre alma, se assusta quando vê gente?
e sofre por escrever assim, tão demente?
Pobre alma, porque tu andas tão vazia e só?
Vagando parada sobre os restos e o pó.

O pó do qual teu corpo desfaleceu
e pobre da carcaça que há muitos sofreu.
Alma que sente os vermes lhe roerem
sob a cova as carnes adoecerem.

Excomungue o verme sujo que lhe suga
deixe escorrer a lágrima que não enxuga.
Pobre da consciência que não se perdeu
alma que lutas, porque não morreu?

Dance com a morte, dance nos túmulos
dos esqueletos sem sorte.
Ascenda uma vela e vá sempre na sombra
.
—Só existirá trevas onde há luz; 
mas é a luz que me assombra.—
.
Odinista

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