4 de fevereiro de 2013

Prosa rendada

Dos doentes por amor
restaram apenas amores doentes.

Tentativas de arrancar o punhal em vão;
não se desencrava do âmago 
o veneno fatal de amar.
E seu coração rendado de dores
irá sangrar eternamente, lentamente...
Mesmo que você estanque a ferida
a morte estará lá,
tragando o cigarro da culpa;
Semblante sarcástico.
Disfarçando a tristeza nos risos insanos;
escondendo a dor na ironia.
Aos poucos as prosas ficam inúteis;
a conversa de poeta, sem sentido
tanto barulho acerca
e dentro tão vazio, tão oco.
Aos poucos as poesias vão ficando velhas
e os corações, mais secos do que nunca
... secos de tanto chorar.

Odinista

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