4 de setembro de 2013

Cúpula de vidro

Há um lugar
dentro de nós
refletindo o vós
embaçando o eu;
comunicando mudo
a loucura de ser.
Lugar que vê de nós
vê demais, o que não deve.
Transparecendo faces rubras
ardentes e febris
ardente como brasa;
no vidro a mais esperada.
Refletindo nos olhos
nem eu nem você.
Cúpula de vidro
gaiola bonita,
prende quem entra,
ilude quem vê.
Hediondos tempos
desmancham-se verbos
conjugados no eu,
perdido nos modos
imperativo,
relutante e descabido.
Na loucura de ser.

Odinista


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