19 de setembro de 2013

Quantas primaveras




O inverno escorre esvaecido enfim, gelado.
Como no cair gotas nitentes de orvalho.
Co'a primavera anuncia nas flores, o vento calado
que deixa lentamente o frio latente dos galhos.

O peito descongela, derrete, volta a bater errante
cala-te batimento inquietante!
Não faz-me precito alguém, não mais que ninguém
tão profunda admiração pelo inverno cortante.

Conta quantas primaveras são.
Quantos perfumes lavaram a neve de aljofre
quanta mocidade levou o pélago olhar?
Atento! O advir do inverno é adagio da ilusão.

Odinista

17 primaveras enfim.

2 comentários:

  1. Tinha visto no face. Achei genial, adoravél e linda essa poesia *-*

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  2. obrigado >< era para o meu aniversário c:

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