22 de novembro de 2013

      Guardamos caixas, esperando para que nela caiba algo, por mais inútil que seja. Guardamos tanto, que no final, assustamos ao perceber que somos todos vasos, vazios numa eterna espera por conteúdos.

     São as embalagens da vida, que revestimos toda manhã a própria embalagem que somos. O revestimento que impermeia chuva, amor, afeto e tudo mais que nos danifique. É simplesmente um descompasso, teremos de escolher todos os dias entre: Nos revestir, nos preencher ou apenas nos colecionar, no fundo de uma gaveta, a espera de um copo que estará sempre meio vazio.

Odinista

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