5 de dezembro de 2013

Amarelo




Das flores
que dou
arranco sem dó
do campo
de afago
amargo
desgosto
sem doce.
O cheio de mato
que mato
ao arrancá-las.
Não deixe-as 
morrer,
embrigadas
pelo próprio
cheiro
ou por um beijo
de um beija-flor.
Poupe-as
do amarelo
da face morta
do jazer 
em meus vasos.
Apenas
sepultem-nas
nas folhas
dos meus livros
trágicos.

Odinista

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