27 de julho de 2014

Versos Independentes de quatro caminhos sem volta

I
O asfalto corre constante
mas desejo mesmo
é que nele fiquem meus pedaços
quando o ônibus que estou
sofra enfim um acidente.

II
O abissal me hipnotiza
me puxa para si,
resisto por enquanto,
mas a vertigem é enlouquecedora.
Um dia não resistirei
e o prazer apenas da vertigem
não sera mais suficiente.
Um dia provarei da queda.

III
Naqueles pequenos frascos
escondem a morte
aquelas capsulas coloridas
ainda vão matar minha curiosidade
de como é ver a vida se esvaindo.

IV
Nada mais no momento
seria mais prazeroso
que me jogar no pequeno abismo
da fenda do meu peito.


2 comentários:

  1. Suicídio em quatro cenas poéticas. Muito bom. Meio mórbido dizer isso, mas gostei muito desse(s) poema(s). Sei que você não se importa, mas ainda acho que você devia publicar. Nem eu sei por que acho isso, se ninguém nesse mundo compra poesia, é só aquele sentimento: seria muito injusto que algo assim tão bem feito não recebesse a merecida atenção.

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    Respostas
    1. é mórbido para combinar com a minha vida, na realidade. Fico feliz que tenha gostado, atualmente nao me importo em postar nada mas em um futuro breve (com a minha maioridade) posso ter autonomia para entrar em concursos quando quiser, mas isso não implica fidelidade de escrita.

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